Gripe Aviária no Brasil

Neste artigo, abordaremos a temática “Gripe Aviária no Brasil”. Bem como, discorreremos sua historicidade para uma melhor compreensão desta doença e seus riscos. A influenza Aviária, como também é conhecida é uma doença altamente contagiosa que afeta aves domésticas e selvagens e, também seres humanos. Embora a doença tenha sido identificada desde o início do século XX, é somente a partir da década de 90 que se tornou uma preocupação global, com a ocorrência de surtos em diferentes partes do mundo. Neste sentido, vamos explorar as causas, o tratamento e as medidas de prevenção da Gripe Aviária, sobretudo, como olhar para casos ocorridos no Brasil.

Breve Histórico

A gripe aviária é uma doença antiga que tem sido observada em aves há séculos. Acredita-se que os primeiros relatos ocorreram na década de 1870, com surtos em aves de fazendas na Itália. Desde então, diferentes subtipos do vírus da gripe aviária foram identificados, sendo os mais conhecidos os subtipos H5N1, H7N9 e H5N8.

O vírus H5N1 ganhou atenção mundial em 1997, quando ocorreu um surto em aves e casos de infecção humana em Hong Kong. Esse surto resultou na morte de seis pessoas e levou ao abate de milhares de aves para conter a disseminação do vírus. Desde então, o vírus H5N1 tem sido responsável por surtos em aves e casos esporádicos de infecção humana em diferentes países.

O vírus H7N9 foi identificado pela primeira vez em humanos na China, em 2013. Esse subtipo da gripe aviária também tem sido associado a casos graves e fatais em humanos. Já o vírus H5N8 tem causado preocupação recentemente, com surtos em aves em diferentes regiões do mundo.

Na atualidade, existem uma disseminação do vírus da gripe aviária por vária parte do mundo, como somos informados em artigos no site da EMPRAPA.

Durante cada um dos anos de 2006, 2016, 2017 e 2021, mais de 50 países e territórios no mundo foram afetados pelo HPAI (África, América do Norte, Ásia, Austrália, Europa, Oriente Médio). Além disso, até agora, os humanos foram ocasionalmente infectados com subtipos H5N1 (cerca de 850 casos notificados, dos quais metade morreu), H7N9 (cerca de 1.500 casos notificados, dos quais cerca de 600 morreram), H5N6 (cerca de 80 casos notificados, dos quais cerca de 30 morreram), H9N2 (cerca de 75 casos notificados, dos quais 2 morreram) e casos foram relatados com subtipos H3N8, H7N4, H7N7 e H10N3 (HIGH PATHOGENICITY AVIAN INFLUENZA (hpai) – Situation Report (woah.org). Acesse

Gripe Aviário no Brasil

O Brasil, é considerado um país livre de gripe aviária. No entanto, foram registrados dois casos de aves migratória contaminada no litoral do estado do Espírito Santo no dia 15 de maio de 2023. Além dessas avés contaminado no Estado de Espírito Santo, outros caso já foram confirmado, incluindo o Rio de Janeiro. Contudo, o páis não perde o status de livre da gripe aviária. Entretanto, é muito preocupante e o país está em estado de alerta total.

Nestes aspectos, no dia 15 de maio de 2023o o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) publicou uma Nota Oficial com o anúncio do registro dos primeiros casos de Influenza Aviária no país. Já, em 22 de maio de 2023, o MAPA publicou no Diário Oficial da União a portaria nº 587, que declara estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional, por 180 dias.

 

Causas

A gripe aviária é causada por subtipos do vírus influenza A, que normalmente infectam aves aquáticas, como patos e gansos. As aves infectadas podem eliminar o vírus por meio de suas secreções respiratórias, fezes e saliva, podendo contaminar o ambiente e outras aves. A transmissão para humanos ocorre principalmente pelo contato direto com aves infectadas, seus excrementos ou secreções, assim como pelo contato com superfícies contaminadas.

Tratamento

O tratamento da gripe aviária em humanos baseia-se principalmente no uso de medicamentos antivirais específicos. Esses medicamentos podem ajudar a reduzir a gravidade dos sintomas e a duração da doença se administrados precocemente. É importante ressaltar que o uso desses medicamentos requer orientação e supervisão médica, pois a resistência a eles pode ocorrer em alguns casos.

Atualmente, não existe uma vacina disponível para a prevenção da gripe aviária em humanos. No entanto, a pesquisa e o desenvolvimento de vacinas continuam a ser uma área de interesse para proteger a população contra os diferentes subtipos do vírus. Inclusive, o Instituto Butatan já anunciou o desenvolvimento da primeira vacina contra gripe aviária para humanos do Brasil. Leia o artigo

Prevenção

A prevenção da gripe aviária envolve várias medidas importantes:

  1. Vigilância em aves: É essencial realizar monitoramento e vigilância regular em aves, especialmente aquelas em contato próximo com humanos, como aves domésticas e aves de criação em larga escala. Isso permite a detecção precoce de qualquer suspeita de infecção pelo vírus da gripe aviária, facilitando a implementação de medidas de controle adequadas.
  2. Medidas de biosseguridade nas propriedades avícolas: Os produtores de aves devem adotar práticas de biosseguridade rigorosas para prevenir a entrada e disseminação do vírus em suas criações. Isso inclui o controle de acesso às instalações, a higienização regular de equipamentos, a limpeza e desinfecção adequadas das áreas de produção, além do uso de roupas e calçados apropriados.
  3. Restrição ao contato com aves selvagens: As aves selvagens, especialmente as aves migratórias, podem ser portadoras do vírus da gripe aviária e transmiti-lo para as aves domésticas. Portanto, é importante evitar o contato direto entre aves domésticas e aves selvagens, através do isolamento das criações ou do uso de barreiras físicas, como cercas.
  4. Controle do comércio de aves e produtos avícolas: É necessário fiscalizar e regulamentar o comércio de aves e produtos avícolas, tanto a nível nacional quanto internacional. Isso inclui a inspeção e certificação sanitária adequada desses produtos, visando prevenir a entrada e disseminação do vírus.
  5. Educação e conscientização: A disseminação de informações precisas e atualizadas sobre a gripe aviária é essencial para conscientizar a população, produtores de aves e profissionais da saúde. Campanhas de educação e conscientização podem promover práticas adequadas de higiene, informar sobre os sinais e sintomas da doença e incentivar a notificação de casos suspeitos.

    Serviços brasileiros resposáveis pela prevenção e combate

    No Brasil, o controle da influenza aviária é responsabilidade de diferentes órgãos e instituições, que atuam em conjunto para prevenir e controlar a disseminação da doença.

    No âmbito federal, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) desempenha um papel fundamental no controle da influenza aviária. O MAPA é responsável por estabelecer normas, regulamentações e diretrizes para a criação, produção, comercialização e movimentação de aves, bem como para o monitoramento e controle de doenças avícolas, incluindo a influenza aviária.

    Além do MAPA, outros órgãos federais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), também estão envolvidos no controle da influenza aviária, especialmente quando se trata de aves selvagens e o impacto da doença na biodiversidade.

    Em nível estadual, as Secretarias de Agricultura e órgãos de defesa agropecuária são responsáveis por implementar e fiscalizar as medidas de prevenção e controle da influenza aviária. Essas medidas incluem o monitoramento da saúde das aves, a notificação e investigação de casos suspeitos, o controle de trânsito de aves e produtos avícolas, e a aplicação de medidas de biosseguridade nas propriedades avícolas.

    Vale ressaltar que a influenza aviária é uma doença de notificação obrigatória no Brasil. Isso significa que qualquer suspeita de ocorrência da doença deve ser imediatamente notificada às autoridades sanitárias, para que sejam tomadas as medidas adequadas de controle e prevenção.

    É importante destacar que, até o momento, não foram registrados no Brasil casos de transmissão da influenza aviária do animal para o ser humano. No entanto, a vigilância e o controle contínuos são fundamentais para prevenir a introdução e disseminação do vírus em aves e minimizar os riscos de eventuais surtos da doença.

    Responsabilidade dos cidadãos brasileiros

    Se um cidadão comum encontrar aves migratórias ou locais com sintomas de doenças, é importante que ele tome algumas medidas adequadas para proteger sua segurança e ajudar a prevenir a disseminação de doenças avícolas, como a gripe aviária. Aqui estão algumas ações recomendadas:

    1. Não toque nas aves: Evite o contato direto com as aves, especialmente se estiverem apresentando sintomas de doença ou comportamento anormal. O contato próximo com aves doentes aumenta o risco de transmissão de doenças.
    2. Informe as autoridades competentes: Entre em contato com as autoridades locais responsáveis pela vigilância sanitária animal, como a Secretaria de Agricultura ou o órgão de defesa agropecuária do seu estado. Informe sobre a situação, descrevendo detalhadamente o local, as aves envolvidas e os sintomas observados. Eles poderão fornecer orientações adicionais e tomar as medidas necessárias para investigar e controlar a situação.
    3. Mantenha distância segura: Caso precise permanecer próximo às aves por algum motivo, mantenha uma distância segura, pelo menos a alguns metros de distância, para evitar o contato direto e reduzir o risco de exposição a possíveis agentes patogênicos.
    4. Não transporte aves doentes: Evite o transporte de aves doentes ou mortas. O transporte de aves infectadas pode contribuir para a disseminação de doenças para outras áreas e populações de aves.
    5. Siga as recomendações das autoridades sanitárias: Esteja atento às orientações e recomendações das autoridades sanitárias locais e nacionais. Eles poderão fornecer informações atualizadas sobre a situação, medidas preventivas adicionais e os contatos adequados para relatar casos suspeitos.
    6. Priorize sua segurança: Lembre-se de priorizar sua própria segurança e seguir as diretrizes de saúde pública, como o uso de máscaras, luvas ou outros equipamentos de proteção, se necessário. Siga as boas práticas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão regularmente.

    É importante ressaltar que o controle e a investigação de doenças avícolas são responsabilidades das autoridades competentes. Ao relatar uma situação suspeita, você estará contribuindo para a saúde pública e para o bem-estar das aves e da comunidade em geral.

     

    Considerações Finais

    Finalizamos nosso artigo sob a temática “Gripe Aviária no Brasil”. Bem como, aprendemos que a Influenza Aviária, como também é conhecida é uma doença altamente contagiosa que representa uma preocupação global devido aos surtos que ocorrem em diferentes partes do mundo. No Brasil, mesmo sendo considerado um país livre da doença, foram registrados casos de aves migratórias contaminadas, o que levou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a declarar estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional.

    Nestes aspectos, traçamos o histórico da Gripe Aviária que remonta ao século XIX, com surtos em aves na Itália, e desde então diferentes subtipos do vírus têm sido identificados. Os subtipos H5N1, H7N9 e H5N8 são os mais conhecidos e têm causado preocupação devido à ocorrência de casos graves e fatais em humanos.

    Neste sentido, para prevenir a disseminação da Gripe Aviária, é essencial adotar medidas de vigilância em aves, especialmente aquelas em contato próximo com humanos, como aves domésticas e de criação em larga escala. Além disso, práticas de biosseguridade rigorosas nas propriedades avícolas, restrição ao contato com aves selvagens e controle do comércio de aves e produtos avícolas são fundamentais.

    No que diz respeito ao tratamento, medicamentos antivirais específicos podem ajudar a reduzir a gravidade dos sintomas e a duração da doença se administrados precocemente. No entanto, não existe uma vacina disponível para a prevenção da Gripe Aviária em humanos.

    No Brasil, o controle da influenza aviária é responsabilidade de diferentes órgãos e instituições, como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o IBAMA e o ICMBio, que atuam em conjunto para prevenir e controlar a disseminação da doença. Além disso, os cidadãos brasileiros também têm um papel importante a desempenhar, informando as autoridades competentes sobre aves doentes e seguindo as orientações de saúde pública.

    Além disso, é fundamental destacar que, até o momento, não foram registrados casos de transmissão da Gripe Aviária de aves para humanos no Brasil. No entanto, a vigilância contínua e as medidas de prevenção são essenciais para evitar a introdução e disseminação do vírus, bem como para proteger a saúde das aves e da população em geral.

    Por fim, nosso artigo sob a temática “Gripe Aviária no Brasil” é um instrutivo a sociedade brasileira no sentido de orientar a população sobre a doença, assim como, colaborar com as atoridade brasileiras ao relatar casos suspeitos e adotar medidas adequadas de proteção, onde, cada cidadão está contribuindo para a segurança sanitária do país e para o bem-estar das aves e da comunidade. A conscientização e a cooperação de todos são fundamentais para lidar com essa doença e minimizar os riscos associados a ela.

 

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