3 EXPOSIÇÃO BÍBLICA EM APOCALIPSE
A) Introdução
Nesta maravilhosa caminhada chegamos a “3 exposição bíblica em Apocalipse” e os desafios continuam. Bem como, cada versículo traz um vasto campo desconhecido que precisamos inteiramente da graça de Deus para pesquisar seu conteudo e compreendê-lo. Contudo, cabe lembrar que na “2 Exposição Bíblica em Apocalipse” tratamos sobre uma gama de temas como: autor humano do livro de apocalipse, formato e localicação da escrita, destinatários da mensagem e a sua saudação.
Além disso, enfatizamos que Deus está no controle de todas as coisas. Certamente, olhamos para a obra do Deus triúno. Bem como, lemos na carta de Paulo a Igreja em Efésios. Primeiro, Deus Pai elege (Ef 1:4-6). Segundo, o filho redime (Ef 1:7-12). Terceiro, o Espírito Santo sela (Ef 1:13-14). Logo, a mensagem bíblica em Apocalipse só pode ser uma revelação do triple Deus triúno, ou seja, o Deus da salvação.
1. O Deus triúno
Nestes aspectos, na “3 exposição bíblica em Apocalipse”. Certamente, podemos observar na saudação do v. 4b a particularidade enfatizada em cada pessoa da divindade. Primeiramente, a pessoa do Pai “da parte daquele que é, que era e que há de vir” que de acordo com a Bíblia de Estudo Arqueológica NVI “é uma paráfrase do nome divino tirado do livro de Êxodo 3:14-15”. Todavia, o que é uma paráfrase? É uma explicação mais desenvolvida de um texto. Neste caso, Êxodo 3:14-15 onde Deus disse a Moisés “EU SOU O QUE SOU”.
Primordialmente, João comunica às igrejas que Deus está no controle de todas as coisas continuamente. Certamente, como teve no passado. Bem como, no presente. Seguramente, no futuro. Neste sentido, encontramos o que a teologia chama de atributo ou característica divina, qual seja, a eternidade. Além disso, cabe frisarmos que está mesma eternidade achada no Pai. Logo, também é achado no filho (Hebreus 13:18) e no Espírito Santo (Hebreus 9:14).
Segundo, na pessoa do Espírito Santos como lemos “e da parte dos sete espíritos que estão diante do seu trono”. Neste sentido, podemos entender que está é uma referência ao Espírito Santo. Bem como, em outras porções bíblica fora apresentado em plenitude sétupla. Por exemplo, no Antigo Testamento em Zacarias 4:2,6 e no Novo Testamento em Apocalipse 3:1, 4:5 e 5:6. Além disso, encontramos em Isaías 11:2 o Espírito de Deus em múltiplas manifestações.
Terceiro, na pessoa do Filho como lemos no v. 5 “e da parte de Jesus Cristo […]”. Portanto, em cada pessoa é atribuída características. Bem como, ao pai “da parte daquele que é, que era e que há de vir” e ao Espírito Santo “e da parte dos sete espíritos que estão diante do seu trono”. Logo, ao filho é dito:
“[…] que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados”. E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém. Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, Todo-Poderoso”. Apocalipse 1:5-8
A princípio, temos um gigantesco material para examinar. Certamente, a respeito da pessoa de Jesus. Todavia, neste momento trataremos sobre as expressões “fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra”. Contudo, vamos tecer breve comentário apoiados por citações, entre elas do Comentário bíblico Moody que diz:
No passado, Cristo foi a fiel testemunha e o primogênito dos mortos; no presente, Ele é àquele que nos ama e nos libertou dos nossos pecados (v. 5); no futuro, vem com as nuvens e todo olho o verá … e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele (v. 7). A declaração de que Cristo nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus (v. 6) é a declaração básica de Êx. 19:6, séculos mais tarde citada por Pedro (I Pe. 2:5, 9).
A passagem referindo-se ao futuro tem dupla referência no V.T.: em Dn. 7:13 o Filho do homem é descrito vindo com as nuvens, e o fato de que todos o verão está em Zc. 12:10, 12. A palavra aqui traduzida para traspassaram aparece em outra passagem do N.T. apenas em Jo. 19:37 (cons. Zc. 12:10). (Comentário Bíblico Moody (p. 807, 2010)
Nestes aspectos, tratamos de um Cristo eterno. Bem como, do passado, do presente e do futuro como lemos em Hebreus 13:18. Contudo, apresentado em suas particularidades em relação a sua obra eterna.
2. Primeiramente, Fiel Testemunha!
“3 exposição bíblica em Apocalipse”Partimos do pressuposto que o testemunho só é valido. Certamente, quando testemunhado por duas ou três pessoas. Bem como, lemos em ( ). Neste sentido, a obra de Jesus é verdadeira. Devido, Deu o Pai testemunhar em seu favor como lemos em João 5:31-37. Assim como, o Espírito em nós dar testemunho de Jesus como lemos em Atos 1:8.
Logo, concluímos que o testemunho fiel é do Deus triúno. Bem como, lemos da leitura bíblica de 1 João 5:7 “Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santos; e estes três são um”. Contudo, em Apocalipse é atribuída a segunda pessoa da trindade. Então, em ambas as naturezas divina e humana como “Fiel Testemunha”, qual seja, Jesus Cristo.
Neste sentido, Ele foi o fiel profeta de Deus na terra. Certamente, entregando fielmente toda mensagem divina aos homens. Afinal, o evangelho da salvação. Contudo, em sua glorificação e exaltação entrega fielmente a revelação a João seu servo como lemos em Apocalipse 1:19 “Escreve, pois, as coisas que tens visto, as que são e as que depois destas hão de acontecer”. Bem como, para todas as igrejas até o fim.
Definitivamente, é digno de todo crédito e aceitação. Portanto, devemos crer de todo nosso coração em seu nome. Bem como, expressa como lemos em Apocalipse 22:20 “Vem, Senhor Jesus”. Contudo, só podem expressar tal vontade. Certamente, aqueles que amam a sua vinda como indicado pelo Aposto Paulo em 2 Timóteo 4:8 “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda”.
3. Segundo, o primogênito dos mortos
Como homem sofreu. Contudo, sem cometer pecado. Aliás, morreu morte de cruz. Bem como, pelos nossos pecados. Todavia, ressuscitou para a glória de Deus Pai! Contudo, o que significa a expressão primogênito dos mortos? De acordo com o comentário Theword (Apocalipse):
“A presente expressão reúne dois elementos fundamentais: (a) Ela revela o cumprimento à risca das palavras dos profetas e do próprio Jesus, que predisseram com antecedência de séculos, no primeiro caso, e de alguns meses, no segundo, o episódio, e até com minúcias, em vários de seus elementos importantes. (Cf. Sl 16.10; At 13.34, etc). […] (b) Ela deu a certeza, e assegurou o testemunho apostólico, […]A ressurreição de Cristo foi e é, realmente, a suprema e majestosa história dos evangelhos e da humanidade.
A expressão primogênitos dos mortos. Certamente, está intimamente ligado com a expressão “Fiel testemunha”. Bem como, prova um triple testemunhar. Primeiramente, dos profetas. Segundo, de Jesus Cristo e terceiro dos apóstolos. Ainda, de acordo com Hernandes Dias Lopes:
Ele foi o primeiro a ressuscitar em glória. Ele está vivo para sempre. Ele é o primogênito porque é o primeiro da fila e nós vamos logo atrás. Jesus matou a morte. Ele venceu nosso último inimigo. Uma igreja que está enfrentando o martírio precisa saber que o seu Deus venceu o poder da morte. A noiva do Cordeiro não tem mais a morte à sua frente, mas atrás de si.
Neste sentido, é que o viver é Cristo é o morrer é lucros como em Filipenses 1:21 “Pois, para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Pois, como cristãos vivemos para Cristo. Todavia, se morrermos é para viver com Cristo.
4. Terceiro, Soberano dos reis da terra
Antes de mais nada, a “expressão soberano dos reis da terra é indissociável do termo “o primogênito dos mortos”. Ao passo que, Jesus é o primeiro a ressuscitar em glória. Certamente, é o primeiro em excelência, sublimidade e superioridade. Bem como, lemos em Salmos 89:27 “também o farei meu primogênito mais elevado do que reis da terra. Além disso, Jesus é Reis dos reis e Senhor dos senhores como lemos em Apocalipses 19:16.
Nestes aspectos, para Hernandes Dias Lopes
A igreja precisa ver Jesus como o presidente dos presidentes, diante de quem todos os poderosos vão se dobrar. Jesus está acima de Roma e dos imperadores. Ele está acima dos impérios, das nações soberbas, dos reis da terra e dos presidentes que ostentam riqueza e poder. Como Rei dos reis ele veio para estabelecer o seu reino que jamais terá fim.
Neste sentido, nos vem a imagem da revelação no livro do Profeta Daniel. Bem como, lemos em Daniel 2 sobre o sonho de Nabucodonosor. Certamente, a visão era de uma grande estátua cuja cabeça era de ouro fino, o peito e braço de prata, o ventre e o quadril de bronze as pernas de ferro e os pés em parte de ferro em parte de barro.
Primordialmente, a interpretação é que cada parte representa um império mundial. Logo, Deus revela a Daniel os acontecimentos históricos dos próximo 400 anos. Primeiro, começando pela cabeça de ouro, sendo o próprio rei Nabucodonosor. Segundo, o peito e braços os Medos-Persa. Terceiro, o ventre e o quadril os Gregos. Quarto, as pernas de ferro os romanos cujos reino seria dividido.
Definitivamente, de acordo com a historiografia o império romano. Certamente, é considerado seu surgimento no ano 27 a.C. Contudo, de acordo com Stigar, Robson (p. 11, 2017) “terminou – dependendo do ponto de vista – com a conquista de Roma pelos godos, chefiados por Alarico, em 410 d.C., ou em 476 d.C., data da queda do último imperador do Ocidente, em consequência dos repetidos assaltos dos povos germânicos”.
Então, surgirá um quinto reino dividido representado pelos pés em parte de ferro e em parte de barro. Bem como, alguns chamam o tempo dos pés de Império Romano Renovado. Certamente, é no tempo deste reino que Cristo triunfará sobre todos os reinos da terra como soberano dos reis da terra, como lemos em Daniel 2:44-45.
5. Considerações finais
Por fim, “3 exposição bíblica em Apocalipse” aprendemos que o Deus triúno é o autor bíblico de Apocalipse. Certamente, atribuído também ao Apóstolo João. Bem como, mencionado cada pessoa com uma característica. Primeiro, ao Pai “da parte daquele que é, que era e que há de vir”. Segundo, ao Espírito Santo “e da parte dos sete espíritos que estão diante do seu trono” e Terceiro ao filho “[…] que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. […].
Em seguida, olhamos para o profeta Daniel. Certamente, dando ênfase a Jesus como príncipe dos reis da terra. Bem como, pudemos visualizar 400 anos de história descortinada. Afinal, tratando sobre os reinos que se levantariam. Logo, babilônico, medo-persas, gregos, romanos e Roma renovada.
Em contrapartida, Deus levantará um reino. Certamente, sem fim que esmagará todos os reinos. Então, todos os reinos da terra conhecerão o soberano dos reis da terra. Bem como, Jesus Cristo. Então, governará eternamente. Afinal, com aqueles que o receberam com Senhor e Salvador. Logo, concluímos que já estamos no tempo destes reinos. Consequentemente, Jesus voltará a qualquer momento. Primeiro, para derrotar todos os reinos terrenos. Segundo, reinar com a igreja eternamente.
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